Joana Serrat apresenta Hardcore From The Heart, em Lisboa e Porto

A autora e compositora catalã apresenta no Misty Fest, o mais recente álbum, considerado entre os melhores de 2021 pela imprensa internacional.

A cantautora catalã Joana Serrat regressou aos discos em junho passado com a edição de Hardcore from The Heart, mais uma vez pela Loose Music. Este álbum é o que sucede ao aclamado Dripping Springs de 2017 (editado também pela Loose Music).

Desta feita, a compositora e música, deixou a sua terra natal de Vic (Catalunha) e viajou até Denton, no Texas, onde se juntou ao engenheiro de som e produtor Ted Young, conhecido pelo seu trabalho com artistas como Kurt Vile e Sonic Youth, entre outros. O seu som distinto, que já foi descrito como folk gaze, ganhou ainda mais forma e dinâmica ao passo que a sua voz, original, mas apontada como uma espécie de mescla entre os timbres de Tanita Tikaram e Margo Timmins dos Cowboy Junkies, ganhou ainda mais espaço nos novos arranjos.

Joana Serrat já vistou Portugal por diversas vezes, quer em concertos integrados em festivais como o Paredes de Coura e Gente Sentada, quer a solo como o que aconteceu no Centro Cultural e Congressos das Caldas da Raínha, Plano B no Porto, Teatro de Vila Real ou Orfeu, em Águeda, (integrada no Outonalidades). É justo dizer que a sua música ressoa com especial intensidade junto do público português.

Ao ouvir e aplaudir a sua canção “Demons”, o britânico Guardian garantiu que o género conhecido como “americana” não é acerca de onde se nasceu, mas antes um estado de espírito: “perguntem à catalã Joana Serrat que soa como se tivesse alugado um bungalow cheio de bungavílias a um dos músicos dos Eagles em 1972”.

Aplaudida por publicações de referência como a Uncut ou a Glide, que têm distinguido os seus trabalhos nas suas listas de melhores edições do ano, Joana Serrat conseguiu igualmente ser votada pela Americana Music Association como uma das autoras do ano por causa do trabalho apresentado em Hardcore From The Heart.

“a gem of haunted reflection”
9/10 UNCUT

“You’re going to fall deeply in love with her…just amazing”
GUY GARVEY, BBC6 MUSIC

“It’s like Glasvegas and War On Drugs had a little musical baby and what a bonny wee thing it is – a slow burning slice of beauty from Catalan singer and songwriter Joana Serrat”
RODDY HART, BBC RADIO SCOTLAND

“Gorgeous – balances vintage jangle with just the right amount of fluttering shoegaze”
THE GUARDIAN
“this emotional indie rocker has the hazy allure of Mazzy Star with a dash of cosmic country”
THE TIMES

“Alt-country gem of broken promises and shattered dreams all in her fabulous dreamy voice”
**** DAILY EXPRESS

“An album as vital as it is necessary”
8/10 Mondo Sonoro (Toni Castarnado)

“Charming third album. Like Mazzy Star guesting on an early Neil Young demo”
MOJO

Edu Lobo e Mônica Salmaso no Misty Fest

Neste concerto integrado no Misty Fest, Edu Lobo e Mônica Salmaso encontram-se nos palcos do CCB e Casa da Música para apresentar repertório que Edu compôs para artistas como Chico Buarque, Vinicius de Moraes, Cacaso, Paulo César Pinheiro. A acompanhar Edu e Mônica estão alguns dos maiores músicos brasileiros: Cristóvão Bastos (piano), Jurim Moreira (bateria), Jorge Helder (baixo acústico) e Mauro Senise (sopros).

78 anos de vida, pelo menos 60 de música. O homem que se estreou na mítica editora Elenco em 1964 com A Música de Edu Lobo Por Edu Lobo contribuiu decisivamente para o eterno cancioneiro brasileiro que o mundo aprendeu a amar, assinando pérolas como “Upa Neguinho” ou “Pra Dizer Adeus” que gente tão distinta quanto Caetano Veloso, Sérgio Mendes, Maria Bethânia, Marcos Valle ou Sarah Vaughan e Earth, Wind & Fire fez questão de juntar aos seus próprios reportórios. E em mais de 3 dezenas de álbuns de originais, Lobo afirmou uma visão singular da bossa nova e da MPB que continua viva e vibrante.

É exatamente essa a visão que agora o guitarrista e compositor traz a Portugal na companhia de Mônica Salmaso, uma das suas grandes intérpretes. Esta cantora dedicou a sua carreira à grande música de Edu Lobo, afirmando-se como uma das suas melhores intérpretes, revelando que a sua voz singular e aveludada é perfeita para carregar todas as nuances melódicas e harmónicas de que a música de Edu Lobo sempre viveu. Acompanhados por um quarteto de excelência com Cristóvão Bastos no piano, Jurim Moreira na bateria, Jorge Helder no baixo acústico e Mauro Senise nos sopros, Edu e Mónica prometem uma noite mágica feita de verdadeiros tesouros musicais do Brasil e do mundo.

TIGRAN HAMASYAN, a primeira confirmação

TIGRAN HAMASYAN, PRESTIGIADO PIANISTA QUE GRAVA PARA A NORTE-AMERICANA NONESUCH, É O PRIMEIRO ARTISTA ANUNCIADO PARA A EDIÇÃO 2022 DO MISTY FEST QUE ESTE ANO DECORRE ENTRE 31 DE OUTUBRO E 6 DE DEZEMBRO.

Edições na Verve e na ECM, entre outras, cimentam um talvez tranquilo, mas ainda assim sólido percurso que o pianista arménio Tigran Hamasyan tem vindo a trilhar desde 2009. O seu trabalho mais recente, The Call Within, porém, é já o seu quarto registo na prestigiada Nonesuch, segundo em trio depois de Mockroot (2015), com os restantes a serem exercícios solo plenos da exuberância técnica que já levou Herbie Hancock a, humildemente, declarar-se seu discípulo. Tigran Hamasyan, ressalve-se já agora, tem apenas 35 anos e provavelmente ainda nem falava quando o veterano pianista lançou Perfect Machine, em 1988.

Elogiado pela imprensa internacional – foi artista do ano para a associação de imprensa musical alemã e a BBC Music Magazine escreveu que se deveria “arquivar este artista na letra F de Fantástico, em ambos os sentidos da palavra” -, Hamasyan vem agora a Portugal com o seu trio em que pontuam o incrível baterista Arthur Hnatek e o baixista eléctrico Marc Karapetian: três músicos tecnicamente deslumbrantes e artisticamente capazes de nos surpreender em cada momento. Na bagagem trazem então The Call Within, um disco que, escreveu-se na revista portuguesa Rimas e Batidas, “tem matéria para o espírito, produto natural de um artista que se inspira na poesia, na contemplação dos mapas e nas lendas que o folclore cristão e pré-cristão da Arménia resguardou como sinais fundos de identidade”.

 Page 2 of 2 « 1  2